[arte e ciência]
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Cordoaria [Lisboa]
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24 de Setembro a 24 de Novembro
September 24 to November 24
'09
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Culturing Life
Cultura de Vida
In this epoch of digital intervention, emergent forms of life are rising. From cut and paste gene sequences to self-replicating altered species, Darwinian evolution is on a bit of a spin. Contracting measurable time into years (not millennium) molecular biologists continue to create novel life forms in academic, corporate and state sponsored laboratories. In a recent post by Wired magazine, Glowing Monkeys Make More Glowing Monkeys the Old-Fashioned Way, a male marmoset, it was reported, passed on his transgene to his new born. This simply means that through germ-line manipulation, primates have the capacity to sexually transfer their altered genomes to their offspring. Hence, ongoing generations could be produced without laboratory interventions as irreversibly altered genomes come into existence through selective mating
Question: In what Linnaean order do glowing monkeys belong? Philosopher Nicole Karafyllis investigates interspecies life forms of such hybridization. Coining the term biofacts as a neologism combining biology and artifact, she discusses this conjoining as a hermeneutic concept which allows to ask for the differences between nature and technology in the area of the living. She questions whether the classical definition between De Anima and techne still holds true today in light of recent advances in biological and biomedical technologies. Many animals, fish, mice, monkeys, have been engineered in scientific laboratories. Do such technologies thus shape the way for radical interventions into human reproduction?
Manipulating prospective characteristics inherent in eggs and sperm towards enhanced human reproduction, has become a rapidly gathering subject of multiplying moral conumdrums. Akin to earlier 20th century practices in eugenics, the desire to breed a better stock of humans is once again within our extended reach. Mixing and matching, choosing and erasing, are all formal qualities associated with art and design. Will designer babies be a future product line? Will we ultimately collapse the ethical boundaries between persons and things?
Nesta época de intervenção digital estão a aparecer formas de vida emergentes. Desde sequências genéticas cut and paste até espécies alteradas auto-replicáveis. A evolução de Darwin está em plena espiral de desenvolvimento. Através da contracção do tempo mensurável em anos (e não milénios), os biólogos moleculares continuam a criar novas formas de vida em laboratórios universitários, laboratórios das empresas e patrocinados pelo Estado. Num artigo recente na revista Wired Macacos incandescentes fazem mais macacos incandescentes à maneira antiga, um sagui macho, de acordo com esta fonte, transmitiu o transgene à sua cria. Isto significa, simplesmente, que através da manipulação de linhas germinais, os primatas têm a capacidade de transferirem sexualmente os seus genomas alterados à sua descendência. Por conseguinte, as gerações seguintes podem ser produzidas sem necessidade de intervenções laboratoriais, à medida que os genomas alterados irreversivelmente, aparecem através do acasalamento selectivo.
Pergunta: a que classe de Lineu pertencem os macacos incandescentes? A filósofa Nicole Karafyllis investiga formas de vida inter-espécies produto destas hibridações. Criando o termo biofactos como um neologismo, que combina a biologia e os artefactos, ela apresenta esta combinação como um conceito hermenêutico que permite questionar as diferenças entre a natureza e a tecnologia na área da vida. Ela questiona se a definição clássica entre De Anima e techne ainda se mantém verdadeira, tendo em vista os recentes avanços nas tecnologias biológicas e biomédicas. Muitos animais, peixes, ratos e macacos foram objecto de engenharia, em laboratórios científicos. Será que estas tecnologias abrem caminho para intervenções radicais na reprodução humana?
A manipulação de características prospectivas em ovos e esperma com o fim de alcançar uma reprodução humana melhorada tem-se tornado rapidamente um assunto, que levanta inúmeros problemas morais. À semelhança das práticas eugénicas no início do século vinte, o desejo de criar um melhores seres humanos está, mais uma vez, ao nosso alcance. Misturar, juntar, escolher e apagar são qualidades formais associadas com a arte e o design. Serão os bébés design uma futura linha de produtos? Será que iremos, em última análise, erradicar as fronteiras éticas existentes entre pessoas e objectos?